Croach and me

Postado em Uncategorized com as tags , , , em 27/11/2009 por Sônia... sempre Sônia...
Fazia muito tempo que eu não tomava banho de chuva…
Desde a época do colégio em que eu torcia para que chovesse na hora da saída. Sim, porque me lembrava daqueles filmes trash dos anos 80 em que jovens se divertiam correndo na chuva, pisando em poças, sem a preocupação de gripe, leptospirose etc. Pura diversão!
Pois é, estou em flashbacks ultimamente.
17h40
Foi esse o horário.
(aliás está sendo… fico espantado com a pontualidade do Pedrão!)
É só colocar os pés para fora de um ambiente coberto e pronto. Lá vem água. Não aqueles temporais que destroem sonhos, mas uma chuva de verão, no finzinho da tarde de um dia quente. Uma chuva de recarregar as forças, do tipo que eu sentia falta.
A primeira vez foi ótima! Nem queria voltar para casa. Fiquei encharcado da cabeça aos pés e nem me preocupava com os pertences que também estavam molhados ou a bolha que ia nascer no meu calcanhar.
ok, beleza… forças renovadas, mas…
A segunda vez corri. Cheguei em casa a tempo e com os cabelos um pouco úmidos.
(Tá, eu sei… preciso aprender a andar com guarda-chuvas)
Minha mãe me mataria se tivesse que colocar os tênis novamente atrás da geladeira.
Já na terceira não teve jeito. Precisei parar em frente a uma casa, onde me abriguei em um pedacinho de telhado que sobrava da garagem. E como choveu, viu. Eis que recebo uma visita inesperada. Veio correndo na minha direção para se abrigar naquele que eu considerei “meu abrigo emergencial”. Era nítido o desespero e a aversão à água. Capengou, capengou e chegou.
Senhoras e senhores, era uma barata.


Chegou como quem não quer nada, pulou (isso mesmo, pulou! sente o desespero) o vão dos trilhos do portão e subiu na grade.
Eu me perguntava: “Por que aqui? Por que no meu ‘abrigo’? Por que uma barata correria de dia embaixo de chuva? Por que eu?”
Meu caso com as baratas começou há muito tempo. Quando eu era pequeno alguém muito próximo, da família mesmo, fazia questão de me apresentá-las, mesmo eu não querendo conhecê-las (muito menos dormir com elas…). Você sabe quando gosta de alguém de primeira vista. Concordo que às vezes é necessário um pouco de convivência para se conhecer realmente como o ser é. Mas eu não sou assim. Se não vou com a cara de alguém de primeira vista, não adianta. É por essas e outras que não tenho problemas com ratos, aranhas, lagartixas… Inclusive tenho um novo amigo morando no quarto – uma lagartixa que mora atrás do meu poster de 4 anos de idade. Apelidei-o carinhosamente de Bill, em homenagem a um dos meu gatos que foi embora.
Voltando à chuva. Claro que me afastei da indesejável. Vez ou outra inclinava o corpo para frente e até me molhava nos pingos que caiam do telhado, para ver onde estava a indivídua. Até que a perdi de vista. É nessas horas que me lembro daquele velho ditado “mantenha os amigos próximos, e os inimigos mais ainda”.
Nada da chuva parar.
Me rendi e voltei a descer a ladeira, embaixo de chuva mesmo.
Minha bolsa de alça tansversal estava escondida atras de mim para evitar molhar mais uma vez, e quando voltei ela para o lado… Ganha um doce aquele que adivinhar quem estava ali!
Dessa vez não tive tempo para ficar me perguntando o por quê dela estar ali etc etc. Um “peteleco” e ela caiu na água que escorria pela guia da calçada. Desceu corredeira abaixo e a adrenalina não deve ter sido maior. Foi-se para os esgotos da vida.
Olhei na bolsa para certificar se realmente não tinha mais companhia. Ainda fiquei com aquela sensação de que estava acompanhado. Mania essa que a gente tem de achar que insetos se reproduzem sozinhos, a hora que quiserem e que sempre vão botar ovos e criar uma colônia. Argh!
Cheguei molhado e além do meu horário habitual.
Tirei a roupa, retirei as coisas da bolsa (sempre me certificando que não havia nada além dos  óculos escuros, das duas mudas de roupas, da marmita vazia e do squeeze) e pendurei tudo atrás da geladeira, mas dessa vez empurrei mais na parede para que ninguém perceba.
Amanhã será um novo dia e que venha outros.
Vou tentar enganar São Pedro saindo mais cedo (que ele não veja isso).
Quem sabe quais outras “visitas inesperadas” terei?!

Ah! Ainda está chovendo, mas estou no seco e com baigon ao alcance!

Psiu!

Postado em Uncategorized com as tags , em 16/11/2009 por Sônia... sempre Sônia...

Depois eu me lembro de tudo o que fui, de tudo o que eu sou!

“Ah, não… Tenha santíssima paciência!”

Postado em Uncategorized com as tags , , , em 08/11/2009 por Sônia... sempre Sônia...

Chega!

De dizer o que vou fazer

Não!

Não vou mais lhe obedecer

Basta!

Você quer o melhor pra mim

Mas…

Simplesmente não é assim!

Não vai, não
Por favor!
Não e não
Por favor!
Não é não
Por favor!
Mamãe, acorda eu já cresci

Ano após ano dentro dessa casa

Como eu posso crescer debaixo da sua asa

Você tenta esconder, mas eu já descobri

Mamãe, acorda eu já cresci

Houve um tempo em que eu gostava de bonecas

Mas hoje eu prefiro brincar com as cuecas

E tenta me entender, não posso lhe iludir

Mamãe, acorda eu já cresci

Mãe, vou lhe dizer que você me ensinou

Quase tudo que eu aprendi

Você me enlouqueceu, você me torturou

Mas de alguma forma eu sobrevivi

Você que me mantinha sempre bem trancada

Agora estou soltinha

“Alô, rapaziada!”

Você vive dizendo que eu já me perdi

Mamãe, acorda eu já cresci

Não vai, não
Por favor!
Não e não
Por favor!
Não é não
Por favor!
Mamãe, acorda eu já cresci

Antes de falar eu já cantava tudo

Você me proibiu, meu coração tá mudo

Não posso me calar, não posso mais mentir

Mamãe, acorda eu já cresci

Mamãe eu só queria que você dissesse

O que devo fazer quando a calcinha desce

Se eu lhe perguntar você vai explodir

Mamãe, acorda eu já cresci

Mamãe chegou a hora de enfrentar a vida

E você teima em não me ajudar

Mamãe seu passarinho quer sair do ninho

Faça-me o favor, pois eu só quero voar

Vou voar!

Um dia alguém honesto vai pedir minha mão

E vou lhe encher de netos, uma confusão

Mas antes vou brincar e vou me divertir

Mamãe, acorda eu já cresci

Como eu já cresci!

Não vai, não
Por favor!
Não e não
Por favor!
Não é não!
Por favor!
Mamãe, acorda eu já cresci!
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Enter – Play – Enter

Postado em Uncategorized com as tags , , , , , em 20/10/2009 por Sônia... sempre Sônia...

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E sinta o fervor que envolveu-me

Envolve e envolverá

Mais… mais…

…sempre mais.

A “punhalada” é cada vez mais forte

Rápida, precisa

Me faz suar.

Gotas… uma catástrofe

Escorrendo pelo meu corpo, meus cabelos

Que nojo! – exclamam.

E o programa a seguir passa a ter classificação etária

!!!

?



. . .

Pausa.

Postado em Uncategorized com as tags , em 08/09/2009 por Sônia... sempre Sônia...

Pausa

…acho que sou menina…

Postado em Uncategorized com as tags , , em 28/08/2009 por Sônia... sempre Sônia...

Lotação, lotação, lotação!

aaaaaaaahh!!!

Bom, cheguei. Ainda não sei que lugar é esse…

Talvez os microfones possam me explicar.

Uh? Microfones??? Café, água, chá, mais café…

Uma sala. (ou será uma casa, com cozinha e tudo?)

Com oferecimento de:


“Piteiras de âmbar!

Para todas que ainda não sabem se são meninas ou mulheres!

Também disponível para senhoras gordas que sofrem do rim, do fígado

…e se queixam de azia!”


Ah… Mama, não…

Acho que sou “Mulheres”!


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Ah, como está quente!

Postado em Uncategorized com as tags , , , em 09/08/2009 por Sônia... sempre Sônia...

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Tristeza é quando chove
quando está calor demais
quando o corpo dói
e os olhos pesam
tristeza é quando se dorme pouco
quando a voz sai fraca
quando as palavras cessam
e o corpo desobedece
tristeza é quando não se acha graça
quando não se sente fome
quando qualquer bobagem
nos faz chorar
tristeza é quando parece
que não vai acabar


Martha Medeiros

S’il vous plaît

Postado em Uncategorized com as tags , em 26/07/2009 por Sônia... sempre Sônia...
Acordei hoje e sem saber como, me deparei com uma dúvida:
Seria exatamente o contrário do avesso que nos faz pulular além do óbvio, entre uma contradição e outra, na mente humana?
Parece idiota e para a maioria, sem sentido.
Mas, enfim, o que faz sentido nesses dias? Contudo, aprecio os que sempre tem algo para contar. Afinal, aquele que pensa que sabe de tudo é “orelha” e não juiz!

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Vocês viram o assassino?

Postado em Uncategorized com as tags , , , em 08/07/2009 por Sônia... sempre Sônia...

EUA, 26 de maio de 1928

Dr. Jack Kevorkian

130 vítimas

Também conhecido como “Dr. Morte”, o médico patologista inventou a “máquina do suicídio”, um mecanismo que possibilitava aos pacientes cometer suicídio apertando um botão que liberava uma série de drogas no organismo. Após as autoridades médicas de Michigan revogarem a licença médica de Kervokian em 1991, ele não pôde mais prescrever drogas e passou a usar monóxido de carbono nos suicídios assistidos. Em 26 de março de 1999, foi condenado por homicídio em 2º grau pela morte de um homem doente através de uma injeção letal. A morte foi filmada e veiculada na mídia pelo programa norte americano “60 Minutos”.

Aos 70 anos, ainda pode ser condenado à prisão perpétua sem condicional, pela morte de Thomas Youk, que sofria da doença de Lou Gehrig. Apesar do consentimento de Youk para que fosse morto, esta não é uma defesa viável para tirar a vida de alguém, segundo a promotoria americana. Supostamente envolvido em 130 suicídios assistidos desde 1990, o “Dr. Morte” é o serial killer com maior quantidade de vítimas ativo hoje nos EUA.

Dr. Jack Kevorkian

“Os velhos hoje em dia são os piores.”

E o defunto…?

Postado em Uncategorized com as tags , , em 26/06/2009 por Sônia... sempre Sônia...

Me desculpem

Não sei o que se passa na minha cabeça

Não sei quem sou e onde estou

Nem sei o que estou fazendo aqui

(acho que já disse isso… foi, não foi?)

Minha mente está uma bagunça… dói demais

Me causa náuseas

(sim, aquela de Dorotéia)

I just wanna go home!

Mamãe, vem mamãe!!!!

Portanto, só o que posso dizer é…

…eu estou chegando.

michael